O meu filho bateu o dente, e aí o que fazer?

O novo guia da IADT – International Association of Dental Traumatology (Associação Internacional de Traumatismos Dentários) que é uma entidade que reúne grandes pesquisadores científicos dessa área, ressalta que o processo de cura e cicatrização dos tecidos dentários e moles envolvidos no trauma depende fundamentalmente da correta higienização dos dentes e tecidos moles envolvidos no trauma. Por isso gostaria de lembrar a importância de fazer essas orientações aos pais: Se seu filho (a) bateu os dentes e ocorreu a lesão dos tecidos dentários e moles da boca – usem escova macia para fazer a limpeza. Se o uso da escova não for possível devido ao incômodo das lesões presentes, utilize uma gaze umedecida com solução de clorexidina 0,12% duas vezes ao dia. Além disso, é importante uma dieta mais líquida e pastosa nessa fase.
Salienta-se que o uso da chupeta atrapalha, pois os dentes envolvidos no trauma devem permanecer em repouso e a chupeta exerce uma pressão sobre os dentes.
Na idade de 0-6 anos, as injúrias bucais correspondem a 40% das sofridas pelo corpo inteiro. Das injúrias bucais as que acometem os dentes são as mais frequentes. O trauma que ocorre nos dentes decíduos pode provocar alterações nos dentes permanentes pela estreita relação entre o ápice do dente decíduo, e o germe do dente permanente.
Dentre essas alterações pode-se listar:

  • Más formações;
  • Impactações,
  • Distúrbios de desenvolvimento.

A sequela mais comum é a pigmentação da coroa do dente permanente. Podem ocorrer manchas brancas e ou marrons. Hipoplasias do esmalte da coroa dentária são comuns quando o trauma ocorre em crianças de 1 a 3 anos de idade.
O tratamento do traumatismo dentário deve visar sobretudo, minimizar as sequelas dos danos nos dentes sucessores permanentes.

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